segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A volta do cara-pintada

Lenilson Guedes

Fernando Young Brasileiro/Folhapress

VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO

No próximo dia 10, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), 41, voltará a fazer aquilo que o catapultou à política, há quase 20 anos: liderar uma passeata de protesto que tem o governo federal como alvo.
Se em 1992, como presidente da UNE, ele radicalizava no "fora, Collor", agora pede que a presidente Dilma Rousseff, de quem é aliado, tenha "sensibilidade" de apoiar o Rio de Janeiro na luta contra a perda de receita de royalties de petróleo. Mas deixa nas entrelinhas a mensagem de que pode radicalizar.

"Tenho de mostrar firmeza. Esta é a postura que as pessoas querem de mim. Não sou aquele cara do PT em quem alguém dá uma ordem e fica de cabeça baixa", afirma o paraibano radicado no Rio, que fez da briga dos royalties a bandeira para se projetar na disputa pelo governo do Estado em 2014.

Mas o Lindbergh Farias de hoje, que exibe mechas brancas na vasta cabeleira, não é mais o radical do passado. E a mudança foi gradual.

Eleito deputado federal em 1994, na esteira da notoriedade alcançada quando liderou os "caras-pintadas" a favor do impeachment de Fernando Collor, chegou à Câmara pelo PC do B com 25 anos e nenhuma moderação.

Liderou passeatas contra as privatizações e chegou a invadir o tradicional colégio Pedro 2º, no Rio, para impedir que os estudantes fizessem o Provão, exame de avaliação das faculdades instituído pelo governo FHC.

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Lenilson Guedes / Author & Editor

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